Atualizado 11/02/2019

Lideranças do agronegócio do Oeste querem a continuidade da BR 158 para escoar a produção

Lideranças do agronegócio da região Oeste do Estado estão preocupadas com os custos dos transportes da produção agropecuária, quer no escoamento da produção, quer no suprimento dos insumos para a produção avícola, suína e de leite da região.

Lideranças do agronegócio da região Oeste do Estado estão preocupadas com os custos dos transportes da produção agropecuária, quer no escoamento da produção, quer no suprimento dos insumos para a produção avícola, suína e de leite da região. Estão reivindicando a retomada da construção da BR 158, que está parada em relação ao projeto inicial, há mais de 40 anos. A rodovia que vem do RS parou no trevo da BR 282 em Cunha Porã, e tem destino ao Paraná, precisa ser retomada para reduzir as distâncias nos transporte de produtos agropecuários.

Atualmente estão sendo utilizadas as BR 163 e 153 que vai destino a São Miguel do Oeste via BR 282, e sobe a Dionísio Cerqueira, mas que está em péssimo estado de conservação ou em Irani na BR 153 tornando maior a distância e onerando o custo do frete.

A fim de pedir apoio do Governo do Estado para que gestione junto ao Governo Federal para a retomada dessa obra, lideranças do agronegócio estiveram em audiência com a vice-governadora Daniela Reinehr. Liderada pelo vereador Luiz Hermes Brescovici, de Maravilha, Claudio Post representando a Fecoagro, a Aurora Alimentos e a Cooperauriverde,  e Remoaldo do Araldi, da Granosul Corretora, que atua no suprimento de milho e farelo de soja para as cooperativas catarinenses, apresentou na audiência a proposta de retomada das obras. Lembrou que há a necessidade de reduzir os custos de transportes dos grãos importado do Paraguai ou do Centro Oeste, e o novo trecho reduziria em até US$ 5,00 por tonelada, barateado os custos das rações para os planteis da região.

Hoje os produtos passam pelas por estradas estaduais sem estrutura para tráfego pesado, e está deteriorando o asfalto e há necessidade conclusão do trecho que não são mais do que 60 km, ligando Cunha Porã a São Lourenço ou Vitorino no Paraná. Segundo Araldi, trafegam diariamente nesse trecho mais de 600 carretas, que enfrentam grandes dificuldades nas estradas estaduais.

A vice-governadora disse que precisa ser retomado o projeto verificando se o percurso tratado é o mais recomendado, e definiu que será contatado com o DNIT, para ver da possibilidade de ajustes para aproveitamento do leito das estradas estaduais e municipais atualmente existentes, solicitando a sua federalização a fim de evitar necessidade de projetos novos, que implicam em desapropriação e licenças ambientais, prolongando ainda mais o tempo para construção.

As entidades do agronegócio da região, juntamente com os Poderes Públicos, pretendem promover um Fórum no mês de abril em Maravilha para discutir as alternativas unir esforços para sensibilizar o Governo Federal para a construção dessa entrada que atenderia a maior região produtora de alimentos em SC.

Fonte: Fecoagro
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