Atualizado 12/03/2019

De Brasília à Chapecó: Primeiro caso importado de dengue é confirmado na cidade

O primeiro caso importado de dengue foi confirmado em Chapecó. Uma mulher, de 64 anos, vinda de Brasília, esteve em Chapecó entre os dias 03 e 04 de março

O primeiro caso importado de dengue foi confirmado em Chapecó. Uma mulher, de 64 anos, vinda de Brasília, esteve em Chapecó entre os dias 03 e 04 de março. Ela apresentou os sintomas da doença e procurou um hospital particular para atendimento médico. A confirmação da doença pelo LACEN – Laboratório Central de Saúde Pública chegou na sexta-feira (08). Por orientação da Secretaria de Estado da Saúde, será realizado em Chapecó, a aplicação de inseticida nas regiões oeste de Chapecó, por onde a mulher esteve. 

A Secretaria de Estado da Saúde realizou nesta segunda-feira (11), o trabalho de controle do Aedes aegypti com a aplicação de inseticida com o carro de UBV – Ultra Baixo Volume. 
Para que a atividade alcance o objetivo, é necessário a colaboração de todos os chapecoenses: Deixar abertas as portas e janelas; recolha os pássaros e animais domésticos; recolha as roupas do varal; lave bem as frutas e verduras antes de consumi-las; evite ficar próximo ao veículo de aplicação do produto para não ter contato. Após a aplicação o produto fica suspenso no ar por cerca de 45 minutos. A aplicação e o produto são aprovados pela Organização Mundial da Saúde. 

Além disso, é importante eliminar todos recipientes que possam acumular água. Fazer uma vistoria no terreno, e recolher todos os possíveis criadouros. Tampas, garrafas, potes, vidros, enfim, tudo precisa ser recolhido e colocado adequadamente nas lixeiras ou armazenado em local coberto. Combater o mosquito Aedes Aegypt deve ser uma preocupação diária de todos, visando especialmente eliminar os criadouros do mosquito. Tanto no verão, quanto no inverno o trabalho das equipes de combate da Administração Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, não para e o principal foco das atividades são a prevenção e sensibilização da comunidade. A orientação é para que a população receba os agentes e siga as orientações repassadas. 

LIRAa 

O Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado no final do mês de fevereiro, fechou em 6,9%, ou seja, 6,9% dos imóveis de Chapecó tem a presença do mosquito Aedes aegypti. Na classificação, índices menores de 1, são considerados satisfatório, de 1 a 3,9 são índices de alerta; e maiores de 3,9 são considerados índices de risco. De acordo com os dados da Secretaria de Saúde, essa é uma das maiores infestações, nunca foi tão alto o índice de infestação em Chapecó, 6,9% com presença do mosquito, isso é quase sete vezes mais do que o necessário para transmissão viral. 

Dicas importantes: 

• Cuidado especial no armazenamento e destinação do lixo, mantendo-o em recipiente fechado e disponibilizando-o para recolhimento pela Limpeza Urbana na frequência usual; 

• jamais descarte o lixo ou qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos; 

• mantenha a caixa d’água sempre limpa e totalmente tampada. Além disso, mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água; 

• Elimine os pratinhos de vasos de plantas; caso não seja possível mantenha-os limpos e escovados pelo menos três vezes ao dia; 

• Ao trocar os pneus, deixe os velhos na borracharia, para que o destino adequado seja dado a eles; 

• Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos; a água deve ser trocada diariamente; mantenha piscinas sempre em uso e devidamente tratadas; 

• Atenção especial ao sair de férias para que esses cuidados estejam garantidos na ausência do morador. 

• Receba os Agentes de Combate as Endemias e siga as orientações repassadas pela equipe. 

Dados 

Em Chapecó, em 2014 foram registrados 2.686 focos; 2015 foram registrados 846 focos do mosquito; em 2016 foram 514; em 2017 foram 601; em 2018 foram 1023 focos encontrados e em 2019, 710 focos encontrados, especialmente nos Pontos Estratégicos – PE, (borracharias, ferro-velho, cemitérios…) com 89% dos casos encontrados. Quanto aos tipos de depósitos que apresentam focos do mosquito estão: 46% em lixos e sucatas, 19% focos encontrados em pneus, 14% em depósitos móveis (baldes, tonéis...), 12% cisternas, 6% em piscinas e 3% em plantas. Em 2019 já foram recolhidos ou entregues no Ecoponto 6.574 pneus; 4.990 pessoas foram abordadas em ações educativas; e 128 inspeções e vedações de depósitos elevados foram realizadas.

Números de casos registrados ou investigados. 

A situação epidemiológica de Chapecó teve em 2016, 3.127 casos investigados de dengue, com confirmação de 820 casos. Já em 2017 foram investigados 507 casos com um caso importado. Em 2018 foram investigados 227 casos, todos negativos. Em 2019, já foram registrados 70 casos, destes 42 negativos, 28 aguardando resultado e um caso importado confirmado. Os casos de Zika registrados em 2016 foram 38 casos e 03 positivos. Em 2017, 03 casos foram investigados e tiveram resultados negativos. Em 2018, teve 01 caso negativo e 02 aguardam confirmação. Em 2019, 01 caso aguarda confirmação. 

Os números de Chikungunya são em 2016 foram investigados 166 casos, com confirmação de quatro casos. Em 2017, foram 15 casos investigados com 02 confirmações. Em 2018, 08 casos negativos foram registrados. Em 2019, 02 casos aguardam resultados de exames.

Fonte: Portal Aconteceu
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